|
Escrito por Gary Snyder
|
|
Seriam bastante Uma cordilheira de granito, uma árvore, Ou mesmo uma rocha, um pequeno arroio, Lascas de madeira na água brotando. Colina após colina, dobradas e retorcidas, Rijas árvores comprimidas Nas fraturas delgadas dos rochedos. E um luar fulgurante em tudo, talo excesso. O pensamento vagueia. Verões Incontáveis, o ar noturno se cala e os rochedos Guardam o Sol. Céu sobre montanhas infinitas. Toda a impureza que acompanha o homem Dilui-se, duras rochas se abalam, Até o espesso presente parece abandonar Esta bolha de um coração. Palavras e livros Como um arroio saltando do alto penhasco E se evaporando no ar seco. Um claro, cuidadoso espírito Não possui propósito, mas o que Observa é enxergado com verdade. Ninguém ama as rochas, contudo estamos aqui. Calafrios da noite. Um meneio No luar Entra na sombra do junípero. Ali atrás os invisíveis Frios e orgulhosos olhos De uma puma ou de um coiote Contemplam-me levantar e partir.
Tradução: Afonso Henrique Neto de Quingumbo: Nova Poesia Norte-Americana Org. Por Kerry Shawn Keys Escrita, 1980
|