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Escrito por Fabiano Faustino
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Uma dose, duas doses, fecha a conta. Um baton ao lado do cinzeiro. Me lembro de descobrir e descrever seu vestido justo de cor preta que dera destaque ao seu cabelo resplandecente em luz e perfume. Seu perfume passear9 lentamente em meu olhar, ouvimos Oceano. - Reabre a conta. Fala-se do tempo, horóscopo, músicas, de idéias, de poesia. Dançamos. O batom e o cinzeiro são agora um só... Amanhã ? - Nos veremos! Um trato. Caso não, lembre-se de mim como algo único, inédito. Concordei. Me beijou. Se despediu. E até hoje não consegui fechar a conta de minha bebedeira e de minha regalia em forma de momento.
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