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Insiste a melancolia na solidão das minhas noites; densas como breu, frias, sem razão e sem sentido. Em meu peito transborda à saudade, personificação do acoite, jorra de minha alma à lagrima, que se perde no mais lívido vazio... Um nada que minhas debilitadas retinas insistem em velar, num contínuo culto a imagem de uma jaçanã de sorriso lindo! Onde anda você vida minha, essência do lado iluminado dos meus sonhos, ainda te espero, e sofro, e agonizo... a algoz lembrança devê-la partindo. Quem dera decifrar esta incógnita na rubra luz que o amor alimenta, um não sei o quê ...muito além da loucura, tristeza, solidão e mágoa. Na tua heterogénia malícia me perdi num fragmento de candura! Ai de mim... que naufraguei no meu próprio desespero, Nestes prolongados anos sem brilho, sem cor e sem poesia; longe dos olhos molhados de lascívia, ternura e o mais cálido desejo. Ainda choro a ausência do teu rosto, da tua boca, do cheiro do teu corpo. Não vejo dignidade em ti, mas aceito este fardo por continuar te adorando, Porém, ao mesmo tempo que te amo...com ódio escarlate também te odeio!
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