|
Mercado negro da luxúria psicológica |
|
|
|
Escrito por Artur Rodrigues
|
|
A canção desolada come poeira Suplica o verbo Sem preposições Sem pressupostos O conteúdo etílico do meu espírito Desce rasgando Goela abaixo Abaixo Abaixo E mil canções de guerra latejam no meu estômago O gim escorre murmurando palavras obscenas Pra sobriedade perpétua do sentido da vida Campainhas tocam Um pouco de ódio sorvido no estalo dos dedos Que marca o compasso da subversão Os sinos As coisas todas contidas na seqüência do orgasmo Replay O sangue escorre Súbito Certeiro e metido em várias complicações financeiras Verte sombras e sombras e sombras Na passada do ópio Reduzindo o relógio a uma mera metáfora Cansada e caminhando lentamente pra morrer Através dos montes, montes e montes O supra-sumo do prazer absoluto está em olhar o mundo em movimento Ativamente, fazer girar essa porra Por bem ou por mal Mesmo que seja debaixo dos meus sapatos, somente... Que diferença faz? A essência das coisas é tão pessoal que nada faz tanta diferença assim...
|